Perspectivas para a economia brasileira em 2019 sob o governo Bolsonaro

Fazer previsões econômicas para o ano de 2019 não é tarefa fácil já que a economia não se trata de uma ciência exata, tendo uma equação ou modelo bem estruturado e provado para acertar os acontecimentos futuros, mas um campo das ciências sociais, envolvida nas contradições de uma sociedade dividida em classes em constantes transformações e lutas, onde as causas e consequências não são tão fáceis de identificar, quase sempre se retroalimentando. 

Contudo, a partir de uma análise do passado, o estudo do comportamento das classes e grupos sociais e os desdobramentos econômicos e políticos, bem como o entendimento da formação social e econômica do país é possível apontar tendências encubadas nesses acontecimentos, com o objetivo de prever seus desenvolvimentos para auxiliar em nossa ação futura. 

Para terminar esse prelúdio, reforçamos que essa análise exige o desenho do caminho a ser seguido, um método, e a definição de quais as principais variáveis observadas que impactam sobre determinadas classes e grupos sociais. Começamos analisando a dinâmica internacional para, então, projetar cenários dos possíveis desdobramentos na economia brasileira. 

Estamos em um momento de instabilidade política, econômica, social e ambiental no planeta, uma crise do capitalismo mundial que teve seu pico em 2008, que a caracterizamos como estrutural, profunda e prolongada. 

Analisemos a partir do PIB (Produto Interno Bruto), que é toda a produção de bens e serviços de um país medidos no curso de um ano. Se pós 2009 (ano em que teve uma variação negativa de -1,7%) a economia mundial volta a apresentar certa recuperação nos anos de 2010 (crescimento de 4,3%) e 2011 (crescimento de 3,2%), de 2012 até 2017 manteve uma taxa de crescimento estagnada em torno de 2,7. Segundo o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Bradesco, a previsão do PIB mundial em 2018, comparado ao ano de 2017, é de queda e para 2019 seguiria a mesma tendência.

Quando analisados os mesmos dados por países do capitalismo do centro e da China, embora cada taxa de crescimento esteja em um patamar diferente (EUA com variação do PIB em 2018 de 2,7%, Europa em 2,1% e China em 6,5%), o caminho de queda desde 2017 se mantém, com queda no comércio internacional e na produção industrial. 

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